“Cantiga de Ninar” reinaugura sua sede em Itabaiana

Chiquinho Bezerra (centro) participa da programação musical

Momento aguardado com ansiedade pelos artistas e intelectuais de Itabaiana, a reinauguração do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar será neste sábado, (28). Vai contar com a presença do médico José Mário Pacheco, que vem de Natal (RN) para receber placa de Honra ao Mérito pelo seu trabalho em benefício da cultura e das tradições itabaianenses.

O escritor Romualdo Palhano lançará seu livro de memórias “Eu e a Rainha do Vale – de menino a rapazinho”. Fábio Mozart também lançará seu livro “História de Biu Pacatuba, um herói do povo paraibano”, ganhador do Prêmio Patativa do Assaré do Ministério da Cultura. De quebra, será lançado o CD SESC de Música Paraibana com a inclusão de música do próprio Fábio Mozart.

O poeta itabaianense Sanderli declamará poemas de Zé da Luz, patrimônio da cultura popular nacional.

Completando a noite pela arte e cultura, o grupo de música regional Ganzá de Ouro fará sua estréia, sob a liderança do compositor e cantor Orlando Otávio, finalizando com coquetel e seresta a cargo do cantor Chiquinho Bezerra.

A entrada é franca. Se chover, leve o guarda-chuva porque a programação acontecerá na área externa do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar.

NOTÍCIAS CULTURAIS DA PARAÍBA

Políticas de Cultura serão apresentadas em Cajazeiras
De 26 a 29 de janeiro acontecerá, na cidade de Cajazeiras, uma intensa programação para celebrar o aniversário dos 27 anos do Teatro Íracles Pires (ICA). O assessor da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), Lúcio André Rodrigues, participará do debate “Políticas Públicas de Cultura”, que acontece nesta sexta-feira, 27, às 16h. As atividades abrangem ainda feira de artesanato, lançamento de livro, exibição audiovisual e apresentações musicais e teatrais. Mais informações: (83) 8828-9610 / 9105-1217 / 9633-1684.

Mapeamento das comunidades de terreiros é tema de seminário
A Casa de Cultura Ilê Asé d´Osoguiã realiza, entre os dias 27 e 28 de janeiro, o 1º Seminário de Políticas Públicas voltadas para as Comunidades de Terreiros do Município de João Pessoa, em função do Mapeamento dos Terreiros da capital paraibana. Na ocasião serão apresentados os resultados finais do projeto, que poderão servir de referência no desenvolvimento e fortalecimento de políticas benéficas à melhoria da qualidade de vida nas comunidades tradicionais de terreiros. O encontro se dará no Littoral Hotel, em Cabo Branco. Mais informações pelos telefones (83) 3241 9937 e 8834 9671 ou email casadeculturaileaxe@hotmail.com.

Cantiga de Ninar inaugura novo endereço com apresentações musicais
O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar inaugura seu novo espaço, neste sábado, 28 de janeiro, com apresentações de Chico Bezerra e seu cancioneiro de seresta, e do grupo Ganzá de Ouro, especializado em ritmos nordestinos de raiz. O evento marca a nova programação de oficinas e cursos oferecidos, além da ampliação do acervo da Biblioteca Arnaud Costa. Na ocasião serão lançados os livros “Eu e a Rainha do Vale”, de Romualdo Palhano, e “História de Biu Pacatuba, um herói do povo paraibano”.  Mais informações pelo telefone (83) 9165.6741 ou email pccn.itabaiana@gmail.com.

Jorge Amado em espetáculo gratuito
O Teatro Piollin recebe o espetáculo “Quincas”, livre adaptação da obra de Jorge Amado, entre os dias 25 e 26 de janeiro, e de 1 a 16 de fevereiro (somente às quartas e quintas), às 20h. A peça é uma homenagem do grupo de teatro “Os Fodidário”, em comemoração ao centenário do escritor baiano. A entrada é gratuita, e maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3241.6343 ou email piollin30@gmail.com.

Teatro, cinema e cultura popular movimentam JP nesta quinta

A Saga Daluz

Mostra de cinema paraibano, manifestação da cultura popular e espetáculo de comédia. Estas são as atividades que compõem a programação do projeto “Estação Solar”, nesta quinta-feira (26). Distribuídas em três pontos da Capital, todas as atividades oferecem entrada franca ao público. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Na Praça Pedro Américo, às 19h, o Boi de Reis Estrela do Norte mostra danças e cantos típicos da cultura popular paraibana. Apresentado pelo Mestre Pirralhinho, o grupo do Bairro dos Novais presta homenagem a outro brincante de João Pessoa, o Mestre João do Boi, que faleceu no início deste ano, aos 78 anos.

Às 19h30, na Sala Cine Digital, localizada no Espaço Cultural, a programação do projeto “Estação Solar” recebe a Mostra Linduarte Noronha. Nas sessões da quinta (26) e da sexta-feira (27), serão exibidos os oito filmes aprovados no edital do Prêmio Linduarte Noronha de Curtas-Metragens. A capacidade da sala é de 90 pessoas.

Já no Theatro Santa Roza, às 20h, o Grupo de Experimental Cena Aberta apresenta a comédia “A Saga de Daluz”. O espetáculo conta, de forma poética, satírica e carregada pelo humor ardiloso da cultura popular, a história de um casal que, após 20 anos de união se depara com a chegada de uma nova criança. Nascer ou não nascer, essa é a grande confusão. Baseada nas obras “Porque a noiva botou o noivo na justiça”, de Lourdes Ramalho e “Como nasce um cabra da peste”, de Altimar Pimentel, a peça conta com a adaptação e direção de Marcos Pinto.

“Estação Solar” – O projeto segue até o dia 29 deste mês, com apresentações artísticas em dez espaços culturais de João Pessoa, contabilizando mais de 70 atrações nas áreas de música, audiovisual, teatro, dança, circo, artes plásticas e cultura popular. A programação completa pode ser vista no site www.paraiba.pb.gov.br/especiais/estacaosolar.

 

Escritor itabaianense lança mais um livro biográfico

Romualdo lança livro no Café do Sebo Cultural

A história do menino pobre que veio do Rio Grande do Norte para viver sua infância e adolescência em Itabaiana. Editado e premeditado pelo ator e professor Romualdo Palhano, o livro “Eu e a Rainha do Vale – de menino a rapazinho”, terá seu lançamento no dia 27 de janeiro no Café de O Sebo Cultural, em João Pessoa, a partir das 19h. Romualdo Palhano autografará seu livro ao som da seresta de Chico Bezerra, artista genuinamente itabaianense que reside na capital paraibana.
No dia 28, sábado, Chico Bezerra e Romualdo Palhano estarão em Itabaiana, na área externa do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, para lançamento do livro. Fábio Mozart aproveita a oportunidade para lançar a 2ª edição do “Biu Pacatuba, um herói do povo paraibano”. O livro de Romualdo custa R$ 15,00. Quem comprar, leva como brinde o livro de Fábio.
Sobre o Livro:
     A obra  “Eu e a Rainha do Vale – De Menino a Rapazinho” que enfoca suas aventuras de adolescente onde vivenciou na cidade de Itabaiana, durante a década de 1970, sob o regime militar. São doze anos resumidos em 168 páginas, diz o autor. Este livro complementará “O Teatro na Terra de Zé da Luz – Da União Dramática ao GETI” que foi lançado em 2011.
     Em “Eu e a Rainha do Vale” o autor revela aspectos de sua juventude, suas vivências na escola, como frequentador da famosa feira de Itabaiana, o lazer e outros aspectos cotidianos de uma cidade do interior nordestino. São fatos de um adolescente que viva num mundo sem drogas e entre dois grupos sociais: Grupo de Jovens da Igreja Católica e o Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana, onde revela que sua concepção de mundo e suas decisões para o futuro se deram nesse período.
      No Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana montou vários espetáculos entre eles: A Paixão de Cristo; A Peleja de Lampião com o Capeta; O ABC de Zé da Luz, o Poeta do Povão; Três Momentos do Teatro Paraibano; O Batalhão das Sombras; 10 Anos do GETI; Cantiga de Ninar na Rua; O Banquete Final entre outros. Sânzia Fernandes que prefaciou o livro faz um breve resumo:
     “O que você guarda de sua infância? O que você revela de sua adolescência? Um misto de reminiscências narrativas de peripécia do pensamento juvenil recheado de cultura do cotidiano. Um misto de causos e de reminiscências cuja classificação permeia uma literatura produzida com a áurea da inocência, com o estilo firme de registrar lembranças, um estilo simples como a vida nordestina, popular, aberta, livre, cuja linguagem coloca o homem nesta imensa cadeia de leituras profundas entre as relações humanas das pessoas mais simples. Caso do Zezinho do Cachorro Quente, ou na narrativa sobre as Festas Religiosas, a Política, o Prefeito Josué Dias. Todas refletem o ar tranquilo da vida cotidiana interiorana e feliz.
Esta observação é sustentada pela afirmação em uma das narrativas de causos. “A Família Bendito”: – Meu pai, por ter sido uma pessoa comunicativa e religiosa, não tinha inimigos. Como? Nos dias de hoje, com toda a agitação da vida urbana, quem teria a coragem de dizer uma coisa destas!!! Quem se sente assim sem inimigos? Como é se sentir sem inimigos? Como se pode viver assim nos dias de hoje, assim tão livre… Assim tão seguro… Assim tão sem medo da violência ou dos espertalhões que passam todo o tempo tramando  como levar vantagem sobre o outro? Vida urbana, cotidiana, popular, feliz e tranquila a vida que nos narra Romualdo. Espontaneamente livre dos traumas e estresse da modernidade dos grandes centros. Isso foi uma reflexão da nossa leitura.
     O lançamento da obra “Eu e a Rainha do Vale – De Menino a Rapazinho” acontecerá na próxima sexta feira, dia 27 de janeiro no Sebo Cultural – João Pessoa,  e no dia 28 no Ponto de Cultura Cantiga de Ninar em Itabaiana. Na ocasião também haverá o lançamento da obra “Biu Pacatuba” de Fábio Mozart.
Sobre o autor
     Romualdo Rodrigues Palhano é graduado em Licenciatura Plena em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Paraíba. Instituição onde também concluiu Mestrado em Serviço Social, sendo seu objeto de investigação o Teatro Comunitário. Residiu por dois anos em Havana – Cuba, onde iniciou seu doutorado. É Doutor em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. É Pós-Doutor em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba. Reside atualmente em Macapá onde é Professor Associado da UNIFAP – Universidade Federal do Amapá.
     Entre 1974 e 1994 atuou diretamente no teatro paraibano onde participou de várias montagens entre as quais: “A Peleja de Lampião com o Capeta”, pelo GETI – Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana e “O Palhaço e o Rei” pelo Grupo de Teatro Suspensório Produções Artísticas em João Pessoa.
     Em Itabaiana-PB, durante a década de 1970 concluiu o ensino fundamental e médio em escola pública. Foi na terra do músico Sivuca e do poeta Zé da Luz, onde Romualdo Palhano aos 16 anos de idade escreveu suas primeiras poesias com forte influência da poesia matuta e da literatura de cordel.
     O autor já publicou as seguintes obras: “Grito Incontido” poesias, 1988; “A Estrela e a Rã” (infantil) 1998; “Brincando com Linhas” (infantl), 2001; “Teatro de Bonecos: uma alternativa para o ensino fundamental na Amazônia, 2001; “Entre Terra e Mar: sociogênese e caminhos do teatro na Paraíba – 1822 – 1905”, 2009; “A Saga de Altimar Pimentel e o Teatro Experimental da Cabedelo”, 2009; “Fronteiras Entre o Palco e a Tela – Teatro na Paraíba – 1900 – 1916”, 2010;  “Entre Parénthesis – poesias” também em 2010. Em 2011 o autor publicou as seguintes obras: “O Teatro na Terra de Zé da Luz – Da União Dramática ao GETI”, “A Ovellha malhada (infantil) e Artes Cênicas no Amapá.

Agropecuarista receberá Placa de Homenagem no próximo sábado em Itabaiana

O agropecuarista e médico José Mário Pacheco, residente no Rio Grande do Norte, visitará sua terra natal, Itabaiana, no próximo dia 28 de janeiro, ocasião em que será homenageado pela Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba com uma Placa e terá sua foto aposta na Biblioteca Comunitária Arnaud Costa do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar. O evento faz parte da programação de inauguração do novo espaço do Ponto de Cultura, culminando com o lançamento dos livros “Eu e a Rainha do Vale”, de Romualdo Palhano, e “História de Biu Pacatuba”, de Fábio Mozart.

“É uma grande honra prestar essa homenagem ao Dr. Zé Mário Pacheco, principalmente pela lição de amor à terra natal que ele nos dá, pois mesmo residindo há muito tempo no Rio Grande do Norte, jamais esquece de sua Itabaiana, colaborando com todas as atividades sociais e culturais de nossa cidade”, afirmou Clévia Paz, da Sociedade Amigos da Rainha.

O seresteiro Chiquinho Bezerra, que é filho de Itabaiana, atualmente residindo em João Pessoa, estará presente à festividade, com seu espetáculo de voz e violão. Além dele, confirmaram presença o poeta Sanderli Silva e o cantor Wagner Lins. A noite sócio-cultural se encerrará com a primeira apresentação pública do grupo musical “Ganzá de Ouro”, do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar.  O evento faz parte da programação dos dez anos de atividades da Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba – SARVAP, organizada por comissão formada por Clévia Paz, Débora Lins, Eduardo Santino, Giuseppe Marcelo, Sidcley Rodrigues, Das Dores Neta, Aninha, Rosy Chaves, Val, David Sérgio, Marcos Veloso e Fábio Mozart.

TEATRO GRATUITO NO PIOLLIN

Elenco:

Ana Marinho, Dudha Moreira, Odécio Antonio e Thardelly Lima

Direção e adaptação: Daniel Porpino

SERVIÇO:

Temporada de QUINCAS
25 e 26 de janeiro
01, 02, 08, 09, 15 e 16 de fevereiro
Quartas e quintas

Sempre às 20h

No Teatro Piollin (Roger – ao lado da Bica)

ENTRADA FRANCA

Apoio: Fórum de Teatro de João Pessoa e Gráfica JB
Patrocínio: Fundo Municipal de Cultura d Prefeitura de João Pessoa

Centro Cultural Piollin
Rua Professor Sizenando Costa , S/n , Roger

Restaurante inglês compra peças de artesã de Itabaiana (PB)

Casal Nevinha e Tôta

Os salões de artesanato promovidos pelo Governo do Estado são vitrines onde os produtos dos artesãos locais são vistos por milhares de pessoas. Muitos artesãos que expõem nesses salões negociam contratos com clientes brasileiros e estrangeiros para, após o término do evento, produzir as peças encomendadas. Nesses negócios, eles conseguem faturar bem mais do que a soma das vendas no salão.

A artesã Maria das Neves Paiva, conhecida por Nevinha das Cerâmicas, é um exemplo disso. Ela recebeu uma encomenda de 1,7 mil peças para uma rede de restaurantes da Inglaterra e, com o pagamento, vai ampliar o atelier em Itabaiana. Presente nos salões de artesanato há várias edições, Nevinha das Cerâmicas aumenta as vendas a cada ano. “Vendo muito bem nos salões, onde também fecho negócios futuros com clientes que visitam as feiras”, disse.

Na próxima semana, Nevinha começará a produção das peças encomendadas na Inglaterra. Parte do pagamento já foi depositada na conta da artesã pelos clientes. Ela, o marido e colaboradores têm um prazo de 90 dias para entregar as panelas, que atravessarão o oceano via container, que faz o carregamento no atelier e segue para o porto de Suape, em Pernambuco. “O restante do pagamento será feito quando os clientes receberem os produtos e conferirem a carga, na Inglaterra”, contou.

De acordo com Nevinha, esta não é a primeira vez que os ingleses compram suas famosas panelas pretas e marrons. O primeiro pedido, há alguns anos, foi de 125 peças. No ano seguinte, eles compraram 750 unidades. O maior pedido, feito pela mesma rede de restaurantes ingleses, foi de três mil peças.

Ela revela que os ingleses são exigentes e se encantaram com a qualidade e com o acabamento de suas panelas e demais utensílios, uns feitos de barro comum e outros de argila especial. Por dia, são “armadas” 75 peças; no dia seguinte, elas passam pelo acabamento e secagem e, em seguida, vão ao forno. Por fim, são embaladas. Em 30 dias, a carga chega à Inglaterra.

**Na mídia** – No mês de fevereiro, a TV Brasil vai exibir uma edição do programa Paratodos gravado na Casa do Artista Popular, em João Pessoa, com cinco artesãos. Uma das entrevistadas foi Nevinha. Segundo ela, o restaurante Estrela do Mar, em Olinda (PE), usa somente as panelas pretas feitas em Itabaiana.

As peças, segundo ela, não são pintadas. “A cor preta é natural, fruto de uma técnica de queima que desenvolvi com meu marido nesses 33 anos de arte”, disse. As panelas são feitas com o barro comum. Já as peças pequenas são produzidas com a argila. Seus produtos suportam a temperatura de fogão industrial.

SECOM-PB

“Alô” comunidade entrevista hoje o último “poeta marginal”

Dalmo Oliveira entrevista Iverson Carneiro no Teatro Lima Penante

Iverson Carneiro, antigo cacique da tribo hippie de João Pessoa, considerado o último “poeta marginal”, estará no programa “Alô comunidade” deste sábado, 21 de janeiro.

Carneiro ganhou notoriedade no meio universitário e underground da Paraíba nos gloriosos anos 80’s pelos seus poemas pornográficos (ou, pornofônicos, se preferirem), recitados invariavelmente em performances radicais.
Iverson lançou o livro de poemas “Moleque Velho” (Observando Edições – 2005), e foi entrevistado por Dalmo Oliveira.

O programa promete outras entrevistas e intervenções musicais da cena paraibana.

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O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), reproduzido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites.
O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart, Clévia Paz e Adriana Felizardo, com reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. Apoio técnico de Marcelo Ricardo e Jacinto Moreno.
Na internet, acesse o programa nos blogs:
www.radiozumbijp.blogspot.com
www.diretodosanhaua.blogspot.com
www.fabiomozart.blogspot.com

Piollin participa do “Estação Solar” em João Pessoa

"Gato Malhado e a Andorinha Sinhá"

Nesta semana, o projeto “Estação Solar” terá atrações circenses, teatro, dança, cinema e manifestações da cultura popular em João Pessoa. O projeto oferece aos visitantes e à população da Capital uma amostra da diversidade artístico-cultural do Estado, por meio de grupos artísticos e populares, com apresentações em dez equipamentos culturais da cidade. O “Estação Solar” é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com o apoio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Buscando atender também ao público infantil, o projeto apresenta, na sexta-feira (20), o espetáculo “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, encenado pelo Centro Cultural  Piollin. A apresentação acontece às 17h, no Centro Cultural Piollin, localizado por trás do Parque Arruda Câmara (Bica), no bairro do Roger.

Programação completa acesse :

http://www.paraiba.pb.gov.br/36157/%E2%80%98estacao-solar%E2%80%99-apresenta-programacao-multicultural-nesta-semana.html

 

Programa de rádio alternativo entrevista último “poeta maldito”

Dalmo Oliveira entrevista Iverson Carneiro para o programa "Alô comunidade", da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares

Iverson Carneiro ainda tem dificuldades na pronúncia dos quês e dos cês. Os cabelos ficaram rareados. A barriga já está protuberante. Antigo cacique da tribo hippie paraibana, esse escritor paraense, há vários anos radicado no Rio de Janeiro, pode ser considerado o último dos moicanos de uma outra tribo que, nos ano 80’s, era conhecida como a dos “poetas marginais”.

Carneiro ganhou notoriedade no meio universitário e underground da Paraíba nos gloriosos anos 80’s pelos seus poemas pornográficos (ou, pornofônicos, se preferirem), recitados invariavelmente em performances radicais, onde sua dicção especial chamava a atenção.

Terça-feira passada eu estava meio de bobeira e li nos jornais que o “velho moleque” faria lançamento de seu mais novo livro de poemas, no lendário Teatro Lima Penante, ali na encruzilhada das avenidas João Machado e Trincheiras.

Antes do lançamento, propriamente dito, Carneiro ofereceu ao “público seleto” um recital com poemas do livro e outros de sua carreira. Aproveitou para chamar ao palco amigos poetas paraibanos presentes à platéia, como Pedro Osmar e Beto Quirino.

Logo o recital virou sarau improvisado, numa oportunidade única para uma platéia com menos de 20 pessoas. Em seguida, o anfitrião “estrangeiro” iniciou a sessão de autógrafos e dedicatórias, com direito a refrigerante.

Eu perguntei a ele o que ficou dos quase 15 anos de Paraíba em sua poesia, depois que ele passou a morar noutro canto. Iverson revelou que o convívio com os repentistas e emboladores Zé Mousinho e Cachimbinho trouxe para sua estética a métrica das cantorias populares e da literatura de cordel, que incorporou tanto ao seu trabalho escrito, quanto cênico, já que ele é professor de teatro na rede pública do Rio de Janeiro.

Carneiro também falou sobre a experiência de ter participado da fundação do Movimento dos Escritores Independentes (MEI) que aglutinou alguns “marginais” na cena cultural alternativa e política em João Pessoa no final dos anos 70’s. Ele disse que a essência do movimento era a mesma do espírito libertário que animou o Jaguaribe Carne, sem regras ou estatutos. Apenas a liga das afinidades ideológicas e estéticas. “Foi nessa época que comecei a inserir a música nos meus recitais, mesmo desafinado como sou, porque o Pedro Osmar nos ensinou que não precisava saber cantar ou tocar para fazer música e arte”, lembra Carneiro, com um riso largo.

Para ele, a atualidade já não permite mais se falar em poesia marginal. “A galera já escreve pensando em algum tipo de mercado, mesmo que seja o alternativo”, analisa. Ele diz que o movimento que participou era muito mobilizador. “Tinha gente fazendo a mesma coisa em Recife, em Belém, em Porto Alegre, em São Paulo, no Rio. Se naquela época nós tivéssemos a internet, teríamos feito uma bagunça muito grande, não digo a revolução, mas uma bagunça maior, com certeza”, diz o poeta.

Iverson deve estreitar novamente os laços com a Paraíba esse ano. Recebeu convite da FUNJOPE para lançar outro livro, prestes a sair. Diz que voltará à João Pessoa no final do segundo semestre. Veio acompanhado de sua filha, Manaíra Carneiro. Jovem cineasta,           Manaíra, nascida em Jampa, estudou roteiro na escola de cinema Darcy Ribeiro e atualmente faz parte da Oscip Cidadela – Arte, Cultura Cidadania, que promove oficinas de cinema no complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Ela ministrou uma oficina de roteiro cinematográfico para mulheres, nos dias 13 e 14, no Instituto de Educação da Paraíba.

www.diretodosanhaua.blogspot.com