Poeta de Itabaiana assume presidência da Associação Paraibana dos Bibliotecários

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O poeta Sander Lee, de Itabaiana, é candidato em chapa única na eleição que será realizada nesta quarta-feira, 31 de agosto, para renovação da diretoria da Associação Profissional dos Bibliotecários da Paraíba. A eleição será realizada às 19 horas na Coordenação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba.

A Associação foi fundada no dia 11 de agosto de 1975, em Joao Pessoa, como uma instituição de direito privado, sem fins econômicos de lucro, e tem a sede e o foro na Capital, na Rua Rodrigues de Aquino, 320. A diretoria da entidade se compõe ainda de Rosa Brito, na vice-presidência, Adriana Uchôa na tesouraria, Tatyane Ortis como 1ª secretária, Ricardo Lima na segunda secretaria, Edilson Melo e Sander Brown na Secretaria Sócio-cultural.

“Uma das minhas primeiras providências será a realização de uma mesa redonda com poetas cordelistas da Academia de Cordel do Vale do Paraíba e outros escritores paraibanos”, informou Sander Lee. Para ele, será uma honra a escolha do seu nome. “A Biblioteconomia para mim é corda do coração! Durante a minha primeira graduação em Pedagogia, em 1985, sempre que ouvia falar em Biblioteconomia, dizia no íntimo que um dia faria este curso”, confessou ele.

Conforme Sander Lee, as ações da APBPB são todas voltadas para a melhoria das relações com as pessoas e para a excelência dos profissionais de informação, servindo à comunidade, estimulando e auxiliando na instalação de bibliotecas e o livre acesso. “Na Academia de Cordel, já realizamos um trabalho de formação de leitores com o projeto Biblioteca Viva, e iremos trabalhar ainda mais para avançar nesse campo”, finalizou.

Contato: (83) 9-9628-4756

Academia de Cordel cria troféu “Zé da luz” para homenagear artistas paraibanos

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A Academia de Cordel do Vale do Paraíba, com o respaldo da Sociedade Amigos da Rainha do Vale, em Itabaiana, resolve criar o Troféu Zé da Luz, para homenagear um dos maiores vates da poesia “matuta”, bem como preservar e difundir a arte poética do Estado.

O concurso premiará aqueles que, no decorrer de cada ano, forem os mais destacados poetas, declamadores e apologistas. Como apologista se entende a pessoa que admira, protege e paraninfa artistas populares, notadamente na área da poesia.

Neste ano de 2016, o primeiro indicado é o poeta Merlânio Maia, natural de Itaporanga, sertão da Paraíba, dedicado desde menino à poética nordestina, atuando em cantorias e shows de declamações, sendo compositor de diversas canções “com o cheiro e a cor de sua terra amada”. Como artista, Merlânio Maia canta, declama, toca viola e escreve cordéis.

O Troféu Zé da Luz será entregue a Merlânio Maia no dia 10 de setembro, em Pilar, terra do poeta Manoel Xudu, durante o espetáculo “Cordel do fogo apagado”, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. Além de Merlânio, serão homenageados o declamador Iponax Vila Nova e Mariana Teles, filha do repentista violeiro Valdir Teles. No mesmo evento, serão empossados os poetas Bebé de Natércio e Jandira Lucena.

Ponto de Cultura realiza projeto para divulgar patrimônio histórico em Itabaiana

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Estudantes visitam a estação velha

O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar realizou ontem, sábado, (20) a primeira edição do Projeto “Hoje o turista sou eu”, que consiste em uma aula de campo em que os alunos fazem um tour no município, conhecendo e estudando seus pontos turísticos e história. A primeira turma foi do Colégio Nossa Senhora da Conceição, alunos do 8º ano, com apoio das professoras Chintia Cecília e Maria José Leite. “Os alunos acolheram de forma extremamente receptiva e se deslumbraram com os encantos de Itabaiana”, disse Renaly Oliveira, da coordenação do projeto.

Para Edglês Gonçalves, do Ponto de Cultura, a iniciativa vai ao encontro da proposta de valorização do patrimônio histórico local a partir do conhecimento. “Ninguém dá valor àquilo que não conhece. Só iremos preservar a nossa memória se cultivarmos o gosto pela nossa cultura. E isso precisa ser incentivado desde os primeiros anos da escola”, afirmou ele.

Itabaiana tem um rico patrimônio histórico que está cada vez mais sendo delapidado. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) denomina como patrimônio cultural todas as expressões criadas pela sociedade que, com o tempo, são agregadas às das gerações anteriores. Esse conceito, hoje, se estende a imóveis particulares, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística, além de imagens, utensílios e outros bens móveis. A própria comunidade pode indicar como classificar seus bens, de acordo com o que julgar representativo. “Queremos que as novas gerações tomem consciência disso”, afirmou Renaly.

 

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História de revolucionária itabaianense será contada em livro

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Em novembro de 1935 estourou em Natal (RN) um levante militar em nome da Aliança Nacional Libertadora. Em seguida ao movimento em Natal, que obteve apoio popular e chegou a assumir o controle da cidade por quatro dias, foram deflagrados levantes em Recife e no Rio de Janeiro. O casal Ephifânio e Leonilla estiveram na linha de frente do movimento em Natal.

Flávia Guilhermino e Alessandra Guilhermino são netas da ativista política Leonilla Almeida, que dá nome ao Prêmio entregue anualmente pela Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba a mulheres que tenham se destacado em defesa da cultura e dos direitos humanos na Paraíba. O avô delas, Ephifânio Guilhermino, também foi um revolucionário. O casal foi preso em 1935 em Natal, durante a chamada Intentona Comunista, e mantido no presídio Cândido Mendes, da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, durante alguns anos. Neste presídio, tiveram contato com o escritor Graciliano Ramos, que escreveu sobre eles no livro “Memórias do cárcere”.

As netas de Leonilla e Ephifânio manifestaram desejo de participar da festa de entrega do Prêmio Leonilla Almeida em 2017, em local ainda ser definido, segundo a Comissão Organizadora. “Nossa memória sobre o passado de nossos avós está escassa. Dois dos filhos dela já faleceram e nossa tia avó, que sabe muitas coisas do passado de lutas deles, está com 90 anos”, disse Alessandra, que mora em São Paulo.

O jornalista Fábio Mozart está escrevendo livro sobre Leonilla Almeida, para ser lançado por ocasião da entrega do Prêmio em 2017. “Tenho alguns depoimentos e muitos documentos que me foram disponibilizados por Antonio Felix Guilhermino, um dos filhos de Leonilla, que morava em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, incluindo Certidão de Casamento no Cartório Santiago Bandeira em 1927, ela então com 17 anos. Os pais de Leonilla não aceitaram a união devido ao fato de Ephifânio ser negro. Por este motivo, Leonilla abandonou a casa dos pais, no distrito de Campo Grande, e foi morar em Natal, onde se envolveu nas lutas políticas da época”, narrou Mozart. O militante comunista Ephifânio Guilhermino e sua esposa Leonilla continuaram na luta, tendo ele sido denunciado em 1968 por “agitação que colocava em risco a segurança nacional”, segundo consta em Certidão da Agência Brasileira de Inteligência.

Abdicando de sua condição social e sua herança cultural, Leonilla Almeida saiu de casa ainda novinha, na conservadora Itabaiana dos anos 30, para se casar com um homem negro, pobre e comunista, no Rio Grande do Norte. O velho Antonio Félix Cardoso, pai da jovem Leonilla, jamais perdoou a violação de um preceito da época: mulher é para ficar em casa e casar com quem a família consentir. Ela não só casou com um homem de cor, para desesperação da família, como assumiu sua ideologia socialista e “marchou na sua luta”, como diria muitos anos depois outra mulher combatente, Elizabeth Teixeira, esposa de Pedro Teixeira, mártir na luta dos trabalhadores na Paraíba.

Por ter feito parte do levante comunista de 1935, Leonilla Almeida e seu esposo, Ephifânio, foram presos e torturados pelo governo de Getúlio Vargas. A revolta popular foi sufocada, muitos foram mortos. Centenas foram presos e supliciados nas masmorras. Entre essas pessoas, Leonilla e Ephifânio. Foram para a Ilha Grande, onde conheceram o escritor alagoano Graciliano Ramos, preso também por seu envolvimento político. Graciliano nunca foi formalmente acusado. Passou meses na cadeia e lá começou a escrever seu romance “Memórias do cárcere”, onde descreve essa figura, Leonilla Almeida, símbolo da coragem da mulher paraibana.

Fábio Mozart escreveu sobre a saga de Leonilla e seu marido no livro “História de Itabaiana em versos e algumas crônicas reais”. “Pretendo realizar um trabalho de pesquisa mais completo neste livro, incluindo depoimentos de outra neta de Leonilla, Vivian Pinto, com quem entrei em contato há alguns anos”, disse ele. Na verdade, a História registra duas heroínas itabaianenses; uma delas é Maria Joaquina de Santana, mulher do Capitão Félix Antonio, símbolo da valentia da mulher paraibana na Confederação do Equador. Nessa revolução, deu-se a batalha do Riacho das Pedras em Itabaiana, no ano de 1824, entre brasileiros separatistas e republicanos contra os prepostos de Portugal. A outra é Leonilla Almeida, nascida no distrito de Campo Grande. “Leonilla saiu de Itabaiana para se tornar um personagem da literatura universal, com sua luta plena de entusiasmo pelos melhores ideais de justiça e igualdade”, escreve Mozart.

Escola de Itabaiana desenvolve projeto sobre músicos e escritores locais

Ponto de cultura

Fábio Mozart com alunos da Escola João Fagundes de Oliveira

A Escola Estadual João Fagundes de Oliveira, em Itabaiana, está desenvolvendo o projeto “Escola de valor”, proposta coletiva de aprendizagem multidisciplinar no processo de construção de uma educação de qualidade social. Uma das ações do projeto trata de música regional, tendo à frente o professor Charles Michel, como uma das atividades coletivas de aprendizagem multidisciplinar para a melhoria dos índices de proficiência do ensino e aprendizagem, projetando uma educação integral e de qualidade social, voltada aos estudantes e comunidade escolar.

Outra ação do projeto visa construir um trabalho sobre escritores itabaianenses. O professor Charles Michel entrou em contato com o jornalista Fábio Mozart para fazer parte das pesquisas na área. “Fiquei responsável pela montagem de uma súmula tratando do escritor Fábio Mozart, e será uma grande honra conhecer e divulgar o trabalho desse autor itabaianense”, afirmou ele.

Sobre música, Michel também trabalhará com canções de raiz, onde também pretende contar com o apoio de Mozart. “Tenho em mãos uma série de CDs que Fábio Mozart repassou para a professora Bia, por meio do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, e espero a cooperação dele para formatar o projeto a partir deste acervo”, adiantou Michel.

A Paraíba é o único estado do país a criar uma metodologia nas escolas envolvendo todos os professores, funcionários e alunos em projetos pedagógicos e que premiam com o 14º e o 15º salários. Esses projetos são avaliados por uma comissão da UEPB com objetivo de melhorar a capacidade do aluno na aprendizagem e a critérios que devem ser atingidos pelas escolas. Esse é um esforço fundamental que beneficia tanto os educadores, com o 14º e um 15º salário, mas principalmente os alunos, que poderão estudar em escolas melhores que estão avançando na redução da evasão escolar e do analfabetismo e com uma melhor qualidade no ensino.